Resposta a um comentário que recebi via correio electrónico sobre a minha escrita e os sentimentos. Como é do senso comum qualquer ser humano tem sentimentos, eu acredito na vida e no que escrevo; a separação entre a fantasia e a realidade é complicada, sempre discordei com aquela frase de Pessoa "o poeta é um fingidor…” a minha escrita reflete estados de alma, se estou triste a minha escrita dificilmente poderá ser alegre, identifico-me com o que escrevo, dai o não entender como é possível fazer uma escrita cem por cento baseada baseada na ficção.
Analisemos, de um modo geral os textos de alguns autores; a maioria são textos dedicados a alguém, que retratam um momento vivido ou apenas um sonho, ou um desejo, ou até talvez um sentimento.
Entendo que o espaço que medeia a realidade da ficção, em muitos casos é ínfimo, é difícil desassociamos das nossas células cerebrais sentimentos e emoções, eles as nossas células cerebrais existentes no Sistema Límbico são as responsáveis. Todos nós temos sentimentos, não conseguimos ver nem tocar mas conseguimos sentir. Quantas vezes na nossa vida as paixões excedem a razão?
Aquilo a que provavelmente é comum as pessoas referirem-se são os aditivos, como sabem é através do processo da adição que aprendemos a conter e a pensar em formas de controlar e como proceder no sentimento imediato, o chamado acting-out.
Entendo não puder agradar a todos e compreendo certos pontos de vista, mas discordo (se tal me é permitido…) que os meus textos sejam “apenas palavras”, talvez por isso este espaço seja considerado por alguns como “lamechas” somente porque é verdadeiro.

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