Ferida...



Não me perguntes porquê?
Mas sinto que estou ai donde não mandas sinais…
Não! Nunca digas que é demais!
Demais é não poder dizer tudo o que sente…
Demais foi todo tempo que não houve
Entre o passado e o presente…

Esse momento efémero, essa carícia dos dedos
Em que um só olhar desfaz tantos segredos.

Não! Nunca digas que é demais
Demais é querer sentir-te e não poder…
Demais é esta ferida por sarar
Esta fúria de escrever.

E nunca será demais usar a palavra Amo-te
Que me apetece viver…
Estes momentos de amor… euforia de sentidos
Que sinto não serem de dor, mas sim, momentos queridos!

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