Qualquer texto pode ser visto como uma mensagem que deve ser descodificada pelo destinatário, mas ao contrário da maioria das mensagens, em vez de visar transmitir um significado unívoco, os meus textos resultam por serem ambíguos e abertos. Ao contrário de uma obra poética que utiliza deliberadamente os termos de modo a alterar radicalmente a sua função referencial estabelecendo relações sintáticas que podem violar as normas habituais dos códigos, eliminando a possibilidade de uma descodificação unívoca; o destinatário fica com a sensação de que o código foi de tal modo infringido que já não serve para nada. Assim o destinatário encontra-se numa situação de criptógrafo, forçado a descodificar uma mensagem num código desconhecido e que terá, por isso, de aprender o código da mensagem a partir da própria mensagem... a ambiguidade não é um acessório da mensagem, faz parte da sua natureza fundamental.
A mensagem...
Qualquer texto pode ser visto como uma mensagem que deve ser descodificada pelo destinatário, mas ao contrário da maioria das mensagens, em vez de visar transmitir um significado unívoco, os meus textos resultam por serem ambíguos e abertos. Ao contrário de uma obra poética que utiliza deliberadamente os termos de modo a alterar radicalmente a sua função referencial estabelecendo relações sintáticas que podem violar as normas habituais dos códigos, eliminando a possibilidade de uma descodificação unívoca; o destinatário fica com a sensação de que o código foi de tal modo infringido que já não serve para nada. Assim o destinatário encontra-se numa situação de criptógrafo, forçado a descodificar uma mensagem num código desconhecido e que terá, por isso, de aprender o código da mensagem a partir da própria mensagem... a ambiguidade não é um acessório da mensagem, faz parte da sua natureza fundamental.
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