Se todos os textos de amor são ridiculos, tenham a paciência de me acompanhar neste pequeno fragmento de um discurso amoroso.
O amor é eterno enquanto dura, enquanto dado, dedo, dardo, dois, dias, deus, data, dela, doido. Perdoem-me, mas quem nunca esteve apaixonado que atire a primeira pedra.
Mandem-me vírus pelo email que compreenderei perfeita e amavelmente. Hoje sou um super-herói, um guerreiro, um bailarino do La Féria, um vibrante fã do Tony Carreira que agita eufórico o bilhete para o próximo concerto, hoje sou o rei dos foleiros. Orgulhosamente, mas espero que não só. Tenho a certeza que, desse lado da perspectiva panorâmica, haverá mais gente como eu, mais ou menos constrangida pela festa dionisíaca que os seus neurónios insistem em levar a cabo ao som de Peter Cetera, vá... gritem comigo os envergonhados amantes da finisterra.
"I am the man
who will fight
for your honor"!
Esta conversa toda porque hoje acordei com vontade de ti, dos teus beijos, do teu sorriso maroto, do desejo. É tão bom lembrar-te o tempo todo, melhor ainda é esta vontade, esta necessidade de te ter sempre e de te amar loucamente.
O prazer não se diz; mas fala e diz: eu amo-te...

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