Diálogos imaginários...


Continuo a ter diálogos imaginários contigo. É uma maneira de te ter perto de mim. Talvez até me oiças, não sei. Respiro-te, vejo-te, procuro-te no meio do mar, num mergulho, num respirar ofegante, no horizonte, já reparaste como é lindo quando o mar se junta com o céu? Quando não se percebe quando acaba um e começa outro, quando acaba a tristeza e começa a felicidade, quando começa o amor, quando acaba o amor? Choro sem lágrimas, perco-me num sonho contigo, perco-me num calor que não parece possível, perco-me na areia, espero por ti como se disso dependesse a minha vida, a tua vida, a nossa vida.

Escrevo isto sabendo que me lês, mas que não me sentes, que não estou contigo, sei que estou contigo mas não estás comigo, sei que gosto de ti, sei que queria gostar mais de ti, adoro-te. Quero ler-te poemas de amor, fazer-te festas no cabelo, perder-me num suspiro e num beijo, perder-me no teu sorriso, perder-me contigo no mar, sermos unos, os dois, eu contigo e tu comigo… Gosto tanto de ti. Não sei o que fazer. Gosto de ti, a cada segundo que passa, és das poucas coisas que me ocupa o pensamento. Penso em estar contigo quando isso é impossível e sofro com isso como não dá para imaginar. Não me lembro de me ter sentido assim há muito tempo. Se é que alguma vez me senti assim, completamente desamparado e com a sensação de que... de que não te vou ter nunca, de que nunca vou poder encostar a minha cabeça no teu ombro ou adormecer ao pé de ti, juntinho ao teu corpo. Passam quinze minutos das dez da manhã, olho para o lado e não vejo ninguém. Toco-te mas tu não me sentes. Olho-te, digo-te bom dia, se dormiste bem, se queres o pequeno-almoço, mas o silêncio apodera-se da resposta e eu fico sem saber o que fazer, como se estivesse à beira da loucura, e faltasse só um bocadinho tão pequeno que nem cabe nas palavras, para que tudo se transforme e fique tudo como devia ser, do outro lado disto que chamamos vida.

O teu sorriso. Já te disse que gosto do teu sorriso? Gosto muito de ti sabias? Não sei bem explicar, acho que nem se explica, mesmo que tentasse, mas sinto-te como se fizesses parte de mim, como se a tua alma e a minha fossem só uma. Gosto de ti, penso-te, sonho-te, insisto em algo impossível, porque a vida é feita de sonhos, e sonhar é a única coisa que me resta: sonhar-te, perder-me em ti num abraço, sentir o teu corpo no meu.

Imaginei-te a sorrir para mim, e imaginei-te a dizer-me palavras ao ouvido, imaginei-te deitada perto de mim, e abraçada (como se o mundo fosse acabar amanhã). Imaginei-te de mão dada com a minha mão, imaginei-te feliz. Imaginei-te a ir ao fim do mundo e eu estava lá, perto. Imaginei-te, sonhei-te e perdi-me nas tuas palavras, no teu corpo, na doçura da tua pessoa, no arrepio dos meus sentimentos, na cor dos teus olhos, e na melodia das tuas palavras. Arrepio-me só de pensar, sabias? Imagino-te, penso-te. Lembro-me de ti quando acordo, quando me deito, sempre… não te esqueças de mim, prometes?

Sem comentários: